A REPAM-Brasil participou, entre os dias 1º e 3 de julho, em Brasília (DF), do Encontro Nacional das Organizações Sociais e Populares (ENOSP 2026), espaço de articulação e diálogo voltado à construção coletiva de caminhos para a democracia, a justiça socioambiental e o futuro do país.
O encontro reuniu representantes de diferentes movimentos, redes e organizações para refletir sobre os desafios da conjuntura nacional e fortalecer iniciativas capazes de responder às consequências das mudanças climáticas, das desigualdades sociais e das ameaças aos direitos dos povos e comunidades tradicionais.

Para a articuladora da REPAM-Brasil, Joana Menezes, o momento exige a construção de um projeto de país comprometido com a defesa da vida e dos territórios.
“Concluímos este encontro reafirmando que não aceitamos mais um modelo de desenvolvimento baseado na destruição da natureza, no marco temporal, no garimpo ilegal, no uso indiscriminado de agrotóxicos, no trabalho análogo à escravidão e no silenciamento dos povos originários e das comunidades tradicionais. O Brasil precisa de um Projeto Político Popular que coloque a vida no centro das decisões.”
Segundo Joana, esse compromisso passa pela proteção dos territórios e dos corpos dos povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos, pelo enfrentamento da crise climática a partir dos saberes ancestrais e pela consolidação de uma democracia construída desde as bases populares.
“Defender a Amazônia é defender seus povos. Precisamos fortalecer mecanismos de participação que garantam a consulta prévia, livre e informada das comunidades e reconheçam sua soberania sobre os territórios. A justiça social e a justiça ambiental caminham juntas e são condições indispensáveis para o Bem Viver.”
Ao final do encontro, a REPAM-Brasil reafirmou o compromisso de ampliar esses debates nos territórios, fortalecendo alianças e ações de incidência em defesa dos direitos socioambientais.
“Saímos daqui com a missão de capilarizar essas reflexões e mobilizações. A REPAM-Brasil continuará sendo rede, denunciando violações, construindo pontes e anunciando a esperança. Queremos uma Amazônia onde a floresta permaneça em pé e onde os povos possam viver com dignidade, autonomia e justiça.”

