A Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM-Brasil), representada pela irmã Irene Lopes, secretária executiva, Juan Felipe Martinez Velez e María Yaneth Ferreira Caballero estiveram presente no Encontro das Redes de Redes Pan-Amazônicas, promovido pelo Instituto Pan-Amazônico (IPA). O espaço reuniu organizações da sociedade civil, cientistas, lideranças e redes amazônicas para refletir sobre a urgência de preservar o bioma diante das ameaças de colapso ambiental e social.
Um Pacto Pan-Amazônico pelo Clima
No encontro, foi apresentado o documento “Um Pacto Pan-Amazônico pelo Clima”, que reúne propostas estratégicas para os oito Estados amazônicos no sentido de implementar efetivamente a Declaração de Belém e prevenir que a Amazônia alcance o ponto de não retorno.
O pacto propõe que os países atuem como um bloco político regional coeso, capaz de articular ações concretas que conciliem a proteção dos direitos humanos, os direitos da natureza e a estabilidade climática global. Essa articulação busca chegar à COP30, em Belém, com uma agenda comum e uma voz unificada.
Pontos de Impacto Prioritários
O documento destaca cinco pontos centrais para enfrentar a crise climática e fortalecer a governança da região:
- Conectividade ecossistêmica e sociocultural, garantindo a integridade dos territórios e a restauração de corredores ecológicos e culturais.
- Segurança pública e prevenção de conflitos socioambientais e ilícitos transfronteiriços, como mineração ilegal, narcotráfico e grilagem.
- Promoção da sociobioeconomia, como alternativa sustentável que valorize os povos e comunidades amazônicas.
- Financiamento climático justo e com enfoque de direitos, assegurando acesso direto e proporcional aos povos indígenas e comunidades locais.
- Mecanismos regionais de participação efetiva da sociedade civil, fortalecendo a transparência e a governança conjunta.




A participação da REPAM-Brasil neste encontro reafirma o compromisso da Igreja em defender a Amazônia como casa comum, promovendo a vida, a justiça socioambiental e a dignidade dos povos que nela habitam.
Para a irmã Irene Lopes, “é tempo de unir forças em torno de uma visão compartilhada que reconheça a Amazônia como um sistema integral e interdependente, onde a proteção da floresta, dos povos e da biodiversidade é condição para o futuro do planeta”.
O Encontro das Redes de Redes representa, portanto, um marco no caminho de cooperação regional, consolidando a sociedade civil como parceira estratégica na defesa da Amazônia e na construção de soluções urgentes e efetivas frente à crise climática.

