Filme expõe a divisão entre a agenda do mercado e a realidade dos povos e comunidades tradicionais, destacando a luta por justiça climática e reforma agrária
O documentário lança luz sobre uma das principais contradições do debate climático contemporâneo: enquanto a crise ambiental avança e afeta diretamente os territórios, os espaços oficiais de decisão seguem cada vez mais capturados por interesses econômicos. Ao contrapor a chamada “COP do Capital” à realidade vivida por povos indígenas, comunidades tradicionais, camponeses e defensores da terra, o filme revela como aqueles que historicamente cuidam dos biomas seguem marginalizados nos processos de negociação climática.
A obra evidencia que justiça climática e reforma agrária não são temas periféricos, mas centrais para enfrentar a crise ambiental de forma efetiva. Os povos e comunidades tradicionais aparecem como protagonistas da preservação da floresta, da água e da biodiversidade, ao mesmo tempo em que enfrentam restrições de acesso, silenciamentos e ausência de participação nos fóruns institucionais onde decisões globais são tomadas.
Mais do que um registro, o documentário é um chamado à reflexão e à mobilização: sem ouvir os territórios e sem garantir direitos, não há solução real para a crise climática. A luta por terra, justiça social e participação popular é parte inseparável da defesa do clima e da vida.
Assista ao documentário: https://www.youtube.com/watch?v=tM170LNgues

