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A REPAM-Brasil realizou um importante encontro de apresentação de sua Política de Escuta Ativa, que visa fortalecer os mecanismos de escuta e resposta às demandas e denúncias dentro da Rede de Articulação da Amazônia Legal. O evento reuniu os comitês, parceiros, assessores, colaboradores e líderes para discutir a implementação e a importância desta política, alinhada à Doutrina Social da Igreja e aos princípios de proteção e cuidado com as pessoas vulneráveis. 

A Política de Escuta Ativa tem como principal objetivo garantir, com agilidade e eficiência, o registro e o encaminhamento de reclamações, denúncias e sugestões, assegurando que todas as demandas sejam respondidas de forma conclusiva. A iniciativa não se limita apenas a ouvir, mas se compromete com a ação, oferecendo um direcionamento claro para a resolução de conflitos, especialmente em situações de violência e abuso. 

Patrícia Cabral, membro da rede Um Grito Pela Vida, destacou em seu depoimento a importância do acompanhamento contínuo das situações de violência, enfatizando a relevância de um sistema de denúncia eficaz. “A escuta tem que ser ativa e gerar resultados. Não podemos permitir que as crianças, adolescentes e mulheres sigam sendo vítimas de abusos. A denúncia, tanto no âmbito interno quanto civil, é essencial para garantir que esses crimes sejam tratados com a seriedade que merecem”, afirmou Patrícia. 

Durante o encontro, Eduardo Xavier Lemos, um dos consultores da REPAM, reforçou que a escuta ativa deve ser encarada como um processo contínuo. “A escuta não é só sobre ouvir, é sobre acolher, investigar e encaminhar para as autoridades competentes. O nosso papel como Rede é ser um braço solidário e garantir que as demandas sejam tratadas com a devida responsabilidade e celeridade”, destacou. 

O evento também sublinhou a importância do papel da REPAM como mediadora, especialmente em situações delicadas em que a denúncia não pode ser feita diretamente dentro de algumas comunidades. A rede se compromete a oferecer canais seguros e acolhedores, garantindo que as vozes de todos, especialmente dos mais vulneráveis, sejam ouvidas sem o risco de represálias. 

Francisco Macedo, presidente do Instituto Quilombola do Maranhão, compartilhou a realidade das comunidades quilombolas, onde denunciar casos de violência, abuso e racismo pode ser um grande desafio devido ao medo e à falta de apoio institucional. “A REPAM nos dá um canal de comunicação seguro, onde podemos confiar que as denúncias serão tratadas com a devida seriedade e cuidado”, afirmou Francisco. 

A Política de Escuta Ativa da REPAM-Brasil também está vinculada à Política de Proteção da Infância, Adolescência e de Adultos Vulneráveis, com ênfase em um acompanhamento cuidadoso das vítimas e no fortalecimento das redes de proteção. A política tem como um de seus eixos o fortalecimento do diálogo e da solidariedade dentro das comunidades, promovendo a transparência e o respeito aos direitos humanos. 

“Nosso compromisso é com a proteção das pessoas, com a transparência nos processos e com a confiança que a sociedade precisa ter em nossa Rede. Estamos criando uma estrutura que garanta que cada denúncia, reclamação ou sugestão seja tratada de maneira justa e eficiente”, concluiu Arlete Gomes, articuladora da REPAM. 

Este encontro reflete o contínuo trabalho da REPAM-Brasil na busca pela construção de um ambiente seguro, acolhedor e protetor para todos os membros das comunidades da Amazônia Legal, garantindo a dignidade e o respeito pelos direitos de todos os indivíduos. 

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