Este documento reúne a declaração final de lideranças indígenas (Tapirapé, Karajá, Apinajé, Krahô, entre outros), ribeirinhos, quilombolas, camponeses e agentes eclesiais reunidos em Miracema do Tocantins (TO) em dezembro de 2018. O manifesto denuncia a degradação socioambiental promovida pela mineração, desmatamento e pelo agronegócio — repudiando o projeto Matopiba —, que contaminam nascentes e leitos fluviais com agrotóxicos e efluentes industriais. Reafirmando os rios como sujeitos de direitos e entidades sagradas, os participantes comprometem-se a denunciar internacionalmente o desvio e a mercantilização das águas, articulando a resistência em prol da ecologia integral na Pan-Amazônia e no Cerrado.
