Atividade realizada em parceria com o Coletivo de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Maranhão promove a valorização da produção agroecológica, o protagonismo feminino e o fortalecimento da autonomia econômica das famílias.
Representada por Jaqueline Vaz, a REPAM-Brasil acompanha a roda de conversa sobre produção, comercialização de produtos e uso da Caderneta Agroecológica, realizada em parceria com o Coletivo de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Maranhão (CMTR).
A atividade reuniu agricultoras e agricultores familiares em um espaço de diálogo, escuta e troca de experiências sobre a produção agroecológica, as estratégias de comercialização e os desafios enfrentados pelas comunidades para ampliar o acesso aos mercados e valorizar os produtos cultivados em seus territórios.
Durante o encontro, foram abordadas diferentes formas de comercialização, como feiras, vendas diretas, encomendas, mercados locais e trocas entre famílias. As participantes também compartilharam experiências relacionadas ao consumo próprio e às oportunidades de geração de renda a partir da produção familiar.
Um dos destaques da atividade foi a apresentação da Caderneta Agroecológica, ferramenta que permite registrar e dar visibilidade à produção desenvolvida pelas mulheres rurais, considerando quatro dimensões fundamentais: consumo, venda, troca e doação.
Mais do que um instrumento de registro, a caderneta contribui para reconhecer o valor econômico e social do trabalho das mulheres, muitas vezes invisibilizado nas dinâmicas produtivas familiares. Seu uso também favorece o planejamento da produção, a organização da comercialização e o fortalecimento da autonomia econômica das agricultoras.
A programação incluiu ainda orientações práticas sobre o preenchimento da caderneta e momentos de reflexão sobre a importância de reconhecer a diversidade dos alimentos produzidos nos quintais e nas unidades produtivas familiares.





Visitas aos quintais produtivos
Como parte da programação, também foram realizadas visitas aos quintais produtivos, proporcionando uma aproximação com as experiências das famílias e com as práticas agroecológicas desenvolvidas nos territórios. As atividades terão continuidade no sábado, com novos momentos de acompanhamento e troca de experiências.
A iniciativa reforça a importância do trabalho em rede e das parcerias com organizações de mulheres rurais para promover a agroecologia, a segurança e a soberania alimentar, a valorização dos saberes tradicionais e o protagonismo feminino.
Para a REPAM-Brasil, iniciativas como essa contribuem para fortalecer os modos de vida das comunidades, reconhecer o papel das mulheres na produção de alimentos e incentivar práticas sustentáveis que unem o cuidado com a terra, a geração de renda e a defesa da vida nos territórios.

