O documento reúne reflexões e deliberações do encontro virtual promovido pelos bispos e lideranças eclesiais da Amazônia em maio de 2021, denunciando o agravamento da vulnerabilidade social e ambiental na região durante a pandemia de COVID-19. O episcopado condena a expansão do garimpo, do agronegócio e das atividades minerárias sobre terras de populações tradicionais, apontando os retrocessos no cenário político indigenista e os riscos associados a projetos de lei que visam à flexibilização das normas ambientais e fundiárias.
A declaração reafirma o compromisso histórico e incondicional da Igreja Católica com os povos originários e a preservação do bioma, fundamentado nas orientações do Sínodo Pan-Amazônico e da exortação Querida Amazônia. Entre as prioridades assumidas, destacam-se a promoção de diretrizes pastorais inculturadas, o apoio ao Pacto pela Vida e pelo Brasil (com defesa da vacinação universal e do SUS) e a implementação de estratégias voltadas à segurança alimentar e ao cuidado da Casa Comum.
