A carta pastoral do bispo da Diocese de Cametá expressa profunda preocupação com a implantação da Hidrovia Araguaia-Tocantins e seus impactos sobre populações tradicionais, como ribeirinhos, indígenas, quilombolas e pescadores. O documento traça um resgate histórico desde a construção da UHE Tucuruí na ditadura, criticando a falta de estudos de impacto socioambiental conclusivos e o foco em empreendimentos que visam exclusivamente ao lucro corporativo.
A diocese alerta para os riscos do processo de derrocamento do Pedral do Lourenço e das dragagens necessárias para a navegação de barcaças, os quais podem alterar o curso natural do rio e isolar comunidades durante as marés baixas. Com base nos ensinamentos da encíclica Laudato Si’, o bispo conclama o povo e as lideranças leigas à conscientização coletiva, reafirmando que a defesa do meio ambiente é um imperativo moral e de fé.
Faça o download clicando aqui!
