Diversas entidades da sociedade civil organizada e movimentos sociais do Amazonas denunciam uma série de violações sistemáticas dos direitos humanos praticadas pela Polícia Militar durante operações motivadas por conflitos de pesca esportiva ilegal e suposta repressão ao tráfico nos Rios Abacaxis e Marimari. A nota relata práticas de tortura, invasões domiciliares, cerceamento de locomoção, destruição de embarcações, execuções de ribeirinhos e o assassinato de lideranças indígenas Munduruku e Maraguá.
O manifesto evidencia que a truculência policial privou as comunidades do acesso a alimentos, água potável e atendimento médico em pleno período pandêmico, atuando indevidamente como braço privado de interesses econômicos e grileiros. Diante da gravidade dos fatos e do descaso com a demarcação das terras tradicionais, o coletivo exige a apuração imparcial dos homicídios, a instauração de uma comissão do Conselho Nacional de Direitos Humanos, o afastamento da cúpula da Secretaria de Segurança Pública do Estado e a responsabilização do Governador do Amazonas.
