Notícia

Trabalhadoras e trabalhadores rurais assentados do município de Autazes, no Amazonas, denunciam indícios de grilagem de terras, irregularidades em processos de regularização fundiária, além de desmatamentos e queimadas em áreas de assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), na região do Rio Preto do Pantaleão.

A denúncia foi apresentada pelas comunidades com o apoio de instituições e coletivos, entre eles a Comissão Pastoral da Terra (CPT) Regional Amazonas.

Segundo os relatos divulgados pela CPT, áreas destinadas à Reforma Agrária estariam sendo ocupadas por fazendeiros que não correspondem ao perfil de beneficiários da política de assentamentos rurais. As comunidades relatam a presença de grandes criações de gado e búfalos e afirmam que alguns ocupantes teriam concentrado até seis lotes dentro dos assentamentos.

Os moradores também apontam possíveis irregularidades nos processos de ocupação e regularização dessas áreas e alertam para os impactos socioambientais relacionados ao avanço do desmatamento e das queimadas.

Diante da situação, as comunidades reivindicam que os órgãos competentes realizem investigações e fiscalizações rigorosas para apurar as denúncias e eventuais irregularidades. Entre as demandas apresentadas estão a responsabilização dos envolvidos e a retirada de ocupantes considerados ilegais das áreas de assentamento.

Para as famílias, é fundamental garantir que as terras destinadas à Reforma Agrária cumpram sua função social e produtiva, fortalecendo a agricultura familiar e assegurando o direito das comunidades que vivem e produzem nesses territórios.

A denúncia reforça os desafios enfrentados por comunidades rurais e tradicionais na Amazônia diante da pressão sobre os territórios, da concentração fundiária e da degradação ambiental.

A matéria completa está disponível no site da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

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