Endereçada ao governador Helder Barbalho e assinada por Dom Evaristo Pascoal Spengler e Dom Teodoro Mendes Tavares, esta carta manifesta grande preocupação com o avanço da COVID-19 no Arquipélago do Marajó. Os bispos apontam a fragilidade da infraestrutura hospitalar local e o risco da estratégia do governo de depender do sistema de saúde da capital, Belém, cujos leitos de UTI já se encontravam em colapso.
O documento solicita formalmente a construção de um hospital de campanha na região oriental/sul do Marajó, além da instalação de leitos de UTI nos municípios para conter mortes evitáveis. Adicionalmente, os prelados cobram a descentralização do pagamento de benefícios sociais para evitar aglomerações em viagens de barco até a capital e sugerem o diálogo com o programa federal “Abrace o Marajó” para socorrer a população marajoara.
