Publicada por dezenas de organizações eclesiais e movimentos sociais por ocasião do Dia Internacional da Mãe Terra, esta declaração reflete sobre os limites e as contradições do modelo econômico capitalista escancarados pela pandemia da COVID-19. O texto denuncia a ação predatória do agronegócio, da mineração e das corporações financeiras sobre a Amazônia e o Cerrado, responsabilizando esse modelo pelo desmatamento e pelo agravamento das mudanças climáticas.

A manifestação exalta a cosmovisão dos povos originários e tradicionais (Pacha Mama) e defende o reconhecimento jurídico dos Direitos da Natureza, inspirando-se nas experiências constitucionais do Equador e da Bolívia. As entidades signatárias convocam a sociedade para uma mobilização em prol da preservação da sociobiodiversidade, exigindo o fim do desmatamento e a transição para modelos sustentáveis pautados na agroecologia e na convivência respeitosa com os biomas.

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